sábado, 17 de abril de 2010

Love(?)


Amor é uma emoção extremamente complicada, ou melhor, espectro de emoções, que descreve tudo desde:
Prazer Genérico: "Amo costeletas de porco"
Atracção impessoal: "Amo o meu porquinho de estimação"
Atracção interpessoal: "Amo-te porque tu gostas de porquinhos"

Estou tentado a classificá-lo através de um cliché qualquer, como naquela musica dos Wet Wet Wet, Love Is All Around. Claro que isto é demasiado simplista para ser uma definição. É extremamente fácil de definir, aliás, se não te importares de ter mais de 20 definições diferentes para a mesma coisa.

Definições:

Ora bem, regra geral, amor é normalmente um sentimento profundo, inefável e irracional, de atracção carinhosa por uma determinada pessoa. Claro que apesar disto, o "amor" tem uma grande tendência para se lixar pelo caminho. Como resultado disto, o amor, seja ele platónico, religioso, romântico ou sexual, serve muitas vezes de inspiração para as artes criativas, por exemplo a música. E serve muitas vezes para traumas psicológicos também.
Uma das maneiras aparentemente mais simplistas de compreender este sentimento, é compreender o que ele não é. Sabemos que é o oposto do ódio (thank you Captain Obvious), e sabemos também que não é um hipopótamo, nem uma cadeira. Pelos vistos, esta forma de definição não torna as coisas mais claras de forma nenhuma. Hm, no entanto, começar uma discussão com o tópico "Vamos definir uma coisa dizendo tudo aquilo que ela não é" parece-me ultra-interessante *IRONIA*.
Uma das dificuldades de definir esta coisa, é o facto de todas as línguas possuírem uma pluralidade de significados para ela. Por exemplo, os esquimós tem 50 palavras referentes à neve, (claro que isto se deve a uma linguagem poli-sintética), e podem, numa única palavra, dizer, por exemplo, que tem neve nas botas.
Diferentes culturas tem também diferentes conceitos de amor, o que complica ainda mais esta treta.

O amor impessoal, refere-se ao facto de uma determinada pessoa amar um determinado país, objecto, princípio ou objectivo, de uma forma extremamente dedicada. Esta forma de amor possui várias identidades, por exemplo, nacionalismo. Isto é uma justificação para a guerra, e assim, demonstramos que a guerra é a forma mais elevada de amor existente. Nos nossos dias, tudo o que é país esta a levar a guerra ao terrorismo, e pelos vistos, o terrorismo está a trazer-nos amor de volta --,

Depois, existe a perspectiva evolucionista, que nos diz que esta emoção é simplesmente um meio desenvolvido ao longo do tempo para nos levar a propagar a nossa espécie, e assim, escolher uma parceira adequada. Por isso é que as raparigas gostam tanto de homens musculados, porque este nível de masculinidade leva-as a crer, inconscientemente, que estes são capazes de defender ferozmente o seu território, e por isso, normalmente não lhes interessa se o individuo em questão possuí apenas meio-cérebro, caso tenha um grande par de bíceps.
E claro, nas mulheres, todos nós sabemos que nos atrai a sua forma, ham... curvilínea... o que não sabemos, é que é devido ao facto de tal forma física demonstrar que a mulher possui maior capacidade reprodutora.
Os apoiantes desta perspectiva acreditam também que a música e a dança foram integradas na cultura antropóloga porque são uma forma de um determinado indivíduo se exibir, digamos assim, de forma a ser considerado um potencial parceiro.
Lembram-se das fãs dos Beatles? Aquilo era uma verdadeira "Caça ao Homem".
Os amigos de Darwin acreditam mesmo que a dança leva ao sexo (não, não estou a gozar). Curiosamente, os criacionistas acreditam precisamente no mesmo. O que significa que a psicologia evolucionista está a provar que o criacionismo está correcto, logo, está a negar a evolução, e assim, desprezam a psicologia evolucionista. (god bless teorias ilógicas).

Em suma o amor é um tópico extremamente complicado, e as várias perspectivas existentes variam do cinismo ao optimismo. Cada vez que um de nós se zanga com o estado do mundo, pode pensar na chegada a um aeroporto. Normalmente pensamos que vivemos num mundo de ganância e ódio, mas pode haver quem não veja isso. Há quem sorria ao ver um abraço.
Quando aqueles dois aviões atingiram as torres gémeas, de todas as pessoas que ligaram aos seus familiares e amigos, sabendo que iam morrer, não havia uma única mensagem de ódio.

Se quisermos procurar, talvez possamos comprovar que de facto, "Love is All Around"



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