terça-feira, 23 de março de 2010

itsy bitsy spider, climbing up the spout


As aranhas são criaturas fofinhas, simpáticas e queridas, essenciais para o nosso ecossistema e que querem comer o teu cérebro.
Vá lá, quantos filmes é que já viste em que é um grupo de humanos a atacar uma aranha, hum? E quantos é que já viste em que acontece precisamente o oposto? Vá, responde!
As aranhas são semelhantes aos gatinhos, devido a possuírem um aspecto fofo, mas na realidade estarem recheadas de cruéis intenções, escondidas dos olhares incautos dos humanos.
É inevitável não se sentir incómodo ao pé destas criaturas demoníacas. Sobretudo quando o seu olhar (ou olhares, depende do número de olhos que considerares), está fixo em nós, à espera do momento ideal para saciar a sua vontade de saborear um encéfalo humano.

Ah, e o seu principal objectivo de vida é por os ovos nos teus olhos.

Quantas vezes durante a tua vida, não verificaste com agrado que à tua frente está uma parede branca, imaculada, que te transmite uma enorme calma e sensação de segurança, olhas para a televisão durante uma fracção de segundo, e quando voltas a fixar o teu olhar na parede, está lá uma enorme aranha preta, prestes a atacar-te?
Como é que ela foi lá parar sem tu teres sido capaz de a ver a caminhar?
Só há uma explicação racional para isso:

Teletransporte.

Sim, as aranhas inventaram essa tecnologia, que lhes permite estar em qualquer lugar da tua casa, quando assim o entenderem. A única defesa conhecida contra isto é a banheira. As banheiras interferem com os sensores de teletransporte das aranhas, o que leva a que estas se materializem a cerca de 1 m do fundo desta, em pleno ar, e depois caiam, onde sabem que estão condenadas a uma morte lenta e dolorosa, ou seja, afogadas por um humano aterrorizado.

Para não falar nas viúvas-negras. Ora bem, a viúva-negra é provavelmente o pior pesadelo de um adolescente com hormonas aos saltos (ou um adulto jogador de futebol). Imagina que vais na rua, por volta das 2 da manhã, sóbrio (sim, estás sóbrio num sábado à noite, por incrível que pareça), e te aparece uma mulher espectacular na rua (leia-se Jessica Alba), que se volta para ti e te diz: "Faz-me um filho".

Ora bem, a tua reacção inicial seria pensar que estás bêbedo ou a sonhar. E por isso estás mesmo à espera que o teu sonho seja interrompido pelo "Estás a dormir?", e preparas-te psicologicamente para espancar a criatura insensível que se atreveu a perturbar o teu sono. Mas não, estás acordado. E a Jessica Alba quer que o filho dela tenha os teus genes. E lá vais tu, todo contente, para o apartamento dela.
Passado duas horas, estás tu ultra-feliz, completamente esgotado e vês que qualquer coisa estranha se passa com a mulher ao teu lado. De súbito ela começa a rir-se como uma louca, vira-se, e arranca-te a cabeça à dentada. Sim, à dentada. Depois de todo o trabalho que tiveste. É assim a vida ingrata do macho da viúva negra.

Por isso, querido leitor, está alerta. Elas andam aí.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Despertador


Ah, esse sacana.
Todas as manhãs, lá está ele. Parece que tem um prazer sádico em acordar-nos no momento ideal. Seja quando nos estava a saber mesmo bem estar embrulhados nos cobertores, ou quando estávamos a meio de um sonho espectacular onde finalmente a gaja se tinha começado a desp... errrr, nevermind.
É sobretudo traumático quando na noite anterior só conseguimos adormecer por volta das 4 da manhã, e o grandessíssimo cretino já está a tocar às 7:00.
Acho que há dois tipos de pessoas no mundo. As pessoas normais, e as pessoas das manhãs.
As pessoas normais não gostam de manhãs. Acham que elas só servem para dormir, e quando são acordadas às 9 "da madrugada", agem como zombies durante o resto do dia, até que finalmente conseguem beber a fantástica, incrível, única e espectacular poção mágica (leia-se café).

Já as pessoas das manhãs não são bem assim. Refiro-me àquele pessoal que acorda de livre vontade (que prático que é o negrito para realçar ideias), às 6, 7 da manhã. Quer dizer, que tipo de louco faz isto?!
Essa pequena percentagem de indivíduos acha incrivelmente fácil acordar cedo, e têm uma enorme tendência para a repetição constante da questão: "estás a dormir?".
Alguns deles chegam mesmo a ter o descaramento de nos dizer que não percebem como é que conseguimos dormir até tão tarde. Que somos uns bárbaros que não sabemos aproveitar o dia.

Normalmente param de dizer isso após serem, ham, influenciados a cessar tais questões. Ou quando são simplesmente impedidos de voltar a falar sequer. Ou atirados pela janela. Hm, é uma questão demasiado subjectiva que não é para aqui chamada.
Assim, as pessoas das manhãs são normalmente aconselhadas a não se aproximarem das pessoas normais até às 11:00, pelo menos, uma vez que tal situação poderá acabar com um severo espancamento a ser administrado à pessoa das manhãs, que normalmente é só uma mariquinhas pacifista. Isto pode ser evitado ao permitir que as pessoas normais durmam até às 12:00, onde acordam muito mais bem dispostas. Uma maneira simples de irritar as pessoas das manhãs é dizer-lhes "Bom dia, alegria" às três da tarde.

Agora, antes de me ir embora, deixo aqui algumas sugestões para tornar as manhãs mais espectaculares:

a) Atirar o despertador para ácido sulfúrico (trust me, vais adorar o *fffzzzzttt* que faz a desfazer-se MUAHAHAHHA).

b) Beber uma cerveja logo ao pequeno-almoço.

c) Não acordar.

E adeus meus caros, que já devia estar a dormir. Amanhã tenho que acordar às 7:00.

sábado, 20 de março de 2010

Qual é a cena dos aniversários?


DETESTO aniversários. Não sei porque raio é que as pessoas insistem em dar os parabéns por nada. É claro que agradecemos, lembraram-se de nós, quer dizer que se importam,como é lógico. No entanto, quando nunca dirigimos a palavra a alguém, e depois lhe damos os parabéns porque vimos um lembrete no facebook ou qualquer coisa do género, duvido que isso significa que nos importemos.
O aniversário é a altura do ano na qual alguém fica um ano mais velho (thank you, captain obvious). É geralmente adorado por crianças e adolescentes, e temido pelos adultos. Muito, muito temido, porque é quando têm que ser conscientes da sua própria idade. Aparentemente, o propósito dos aniversários é fazer os outros darem-te coisas, muitas vezes coisas que tu não queres.

A forma mais típica que existe de celebrar um aniversário é a festa. A famosa festa de aniversário *taran*, que é um favorito de crianças mimadas e adultos mimados, uma vez que podem excluir outros da sua celebração (MUAHAHAHHAHAHA), e ser o centro das atenções de todos os espectadores, contribuidores, e convidados presentes.

É estranho falar com alguém na sua festa. Nunca se sabe exactamente o que é suposto dizer, porque queremos ser originais e isso nem sempre corre bem, do género "BOA, já podes comprar tabaco!".

Não devia ser a pessoa a fazer anos a receber as prendas todas. Afinal, nesse dia não fez nada de especial. Um individuo sincero, iria ir ter com o aniversariante, e diria: "Oh, bom trabalho a nasceres! Tenho a certeza de que te esforçaste muito para tal... Um verdadeiro espectáculo diria eu, sim senhor! Oh espera, foste tu que tiveste que empurrar alguém para fora da tua vagina neste dia, há uns anos atrás?". Provavelmente o aniversariante iria deixar de ser o centro das atenções caso alguém dissesse isto mesmo alto a meio de uma festa.
Ah, e se quiseres marcar mesmo uma festa, vai ao pé do aniversariante, e diz-lhe, bem alto de
preferência, que aquele dia é a prova de que os pais dele se enganaram a utilizar os contraceptivos.
A partir daí tens duas hipoteses:

a) FUGIR e aparecer no dia seguinte
b) Ver o que acontece.

E agora, tenho que sair daqui, que tenho que ir a uma festa.

Estranha história, história estranha


Há uns dias atrás vi um documentário sobre história, no séc XIV.
Ora bem, da próxima vez que estiverem a lavar as mãos, e se queixarem da temperatura, pensem nisto:
No séc XIV, a maioria das pessoas casava em Junho, porque tinham tomado banho em Maio, e ainda era possível suportar o seu "delicioso aroma", no dia do seu casamento. Mesmo assim, as noivas levavam um ramo de flores, de forma a que o cheiro ficasse disfarçado.
Os banhos consistiam numa banheira grande, com água quente la dentro, tipo uma panela gigante. O primeiro a tomar banho era o HOMEM DA CASA, o macho man que punha o "pão na mesa", claro. Depois os filhos (do sexo MASCULINO), e só posteriormente as mulheres. No final a água devia estar tão suja que seria possível perder alguém la dentro.
Eram machos ao ponto de misturarem whisky e cerveja, em copos de chumbo, e ficavam todos k.o. durante um par de dias, ou então com uma moca descomunal. Caso fossem encontrados no meio da rua, estendidos no meio do chão, por vezes as pessoas julgariam que eles estariam mortos e preparariam o seu enterro. (Imaginem se isto acontecesse na Queima de Coimbra).
AH, antes de acabar, uma curiosidade. Toda a gente já ouviu a expressão "salvo pelo gongo". Isto também teve origem no séc. XIV. Devido ao elevado número de mortos, muitas vezes os caixões eram desenterrados, e os ossos levados para uma espécie de Mausoléus, de forma a ocuparem menos espaço. Muitas vezes eram descobertas marcas de unhas no interior destes, o que os levou a verificar que muitas vezes enterravam as pessoas ainda vivas (pobres estudantes.). Assim, quando alguém era enterrado, atavam-lhe um fio ao pulso, que atravessava o chão e ficava atado a uma campainha na superfície. Um desgraçado ficava acordado toda a noite no cemitério, caso o morto, afinal, não estivesse assim tão morto.Daí a expressão, "saved by the bell", ou no nosso caso, ligeiramente alterada, salvo pelo gongo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Hurt


Ah, adoro essa música.
O original é dos Nine Inch Nails, mas gosto mais da versão do Johnny Cash... (apesar de também adorar o original x) ). Existe qualquer coisa de fascinante na música. Há sempre qualquer coisinha nos abismos do nosso interior, que por vezes nós próprios desconhecemos, e, no entanto, uma pessoa do outro lado do mundo sente precisamente o mesmo.
Sejam desejos de vingança, amizades quebradas, saudades, amores que não se cumprem. Há de tudo. É uma espécie de desabafo público. Já todos passámos por isso, embora por vezes, nem nós mesmos o queiramos saber. Como Bob Dylan disse uma vez, "Behind every beautiful thing, there is some kind of pain". Voamos por entre tudo o que é estrofe, colocamos versos na nossa mensagem pessoal no msn, na esperança de que alguém consiga entender que estamos a tentar transmitir uma mensagem para o resto do mundo. Posteriormente negamos tudo, mas é um facto.
Parece que é mais fácil expressar o que sentimos e pensamos através das palavras de outros que sentiram algo semelhante, como se transmitíssemos a nossa vida para outro individuo, e depois falássemos dela na 3ª pessoa. Afinal, para muita gente, é mais fácil falar dos outros do que deles próprios. Para aqueles que se fecham em si próprios, é uma fuga da própria prisão que eles mesmos construíram, da qual poderiam sair se soubessem onde raio puseram a chave. A utilização da música proporciona um escape, uma espécie de "despersonificação" que alivia temporariamente a angústia de quem quer explodir e não pode. Ou não quer. Não sei se alguma vez tu te sentiste assim, querido leitor. Quereres dormir durante mil anos, ou simplesmente não existir. Ou não saber que existes. Ou qualquer coisa desse género. Embora querer tal coisa seja de certa forma muito mórbido, às vezes, apetece-nos deixar de pensar. Como se tivesses perdido alguma coisa, que ao fim e ao cabo, sabes que nunca tiveste.
Yap, acho que hoje me deve ter dado para a depressão ou qualquer coisa, para ir buscar este tema. Pelos vistos sou completamente incapaz de me cingir ao tópico pelo qual começo o post. Bah, a espontaneidade é uma qualidade, hunf.

terça-feira, 16 de março de 2010

A visita do Papa.


Ora bem, eu posso falar deste tema sem problema nenhum. Vantagens de ser budista.
Pelos vistos, "Sua Santidade" vai dar um saltinho ao nosso país em Maio.
Antes de mais, convém esclarecer algumas coisitas:
- Eu não tenho absolutamente NADA contra o Cristianismo. Não há nada na base dessa religião que me incomode minimamente, pelo contrário.
- No entanto, gosto tanto da Igreja actual como Cristo gostaria caso voltasse à Terra. Pelos vistos o Homem da actualidade transformou esta religião num negócio. Actualmente, são criados santos para tudo o que é doença, para dores de pernas, para dores de braços, para dores de cotovelo, etc. Existem remédios sagrados para tudo. E existe Fátima, que tudo indica que seja de clínica geral, tendo em conta o elevadíssimo número de clientes.
De facto, o Homem tem tendência para se aproveitar de tudo, incluindo da ingenuidade das pessoas. Para que raio quereria Cristo que fossem criados enormes santuários e igrejas, se ele mesmo era contra o materialismo exagerado? O tecto da Capela Sistina providenciaria riqueza suficiente para alimentar África durante 3 anos. Mas isso é tema para outra ocasião.
Pelos vistos, a visita de Bento XVI a Fátima será a quinta visita de um papa ao Santuário Mariano Português. E a Igreja gostaria que a Câmara de Lisboa pagasse (200 mil euros) o altar da missa que o Papa iria celebrar na capital. No entanto, a Câmara de Lisboa nega ter recebido qualquer pedido, e muito menos se ofereceu para pagar o tal "altar especial" que parece ser necessário para a celebração religiosa.
Com tanta gente na miséria em Lisboa, acho que o melhor que um fotógrafo teria a fazer seria realizar uma viagem até à capital, e tirar fotos às expressões que os desgraçados que vivem debaixo da ponte fariam ao ouvir um velhinho vestido de branco, num altar de aspecto bastante apelativo (leia-se caro), a pregar a ideia de um bem comum, de que é necessário que nos amemos uns aos outros.



O título


Qualquer história começa pelo título. É inevitável. Toda a gente olha para o título de um livro antes de o comprar, para o título de um filme antes de o ver. É tipo uma primeira impressão, aquela que condiciona todo o nosso relacionamento futuro com uma determinada pessoa.
O título do meu blogue não tem muito a ver com a minha vida. Existem finais trágicos, e existem finais felizes, como na tua vida, querido leitor.
Agora, como é que se inicia um blogue, afinal?
É essa mesma a questão que imponho a mim mesmo neste momento, e por isso, estou para aqui a queimar tempo, sem dizer nada, de forma a que este post tenha um tamanho minimamente aceitável. (Sim, a meu ver, nos posts, o tamanho de facto importa).
Antes de mais nada, convém avisar os leitores mais sensíveis, de que futuros posts irão conter comentários possivelmente xenófobos, racistas, e sádicos, provenientes do meu sentido de humor predominante negro. No entanto, isso não implica que eu seja racista, xenófobo e/ou sádico, sou precisamente o oposto... Ok, talvez excluindo a parte do sádico.
Tudo isto para evitar futuros problemas legais.
Assim, espero que me acompanhes durante futuros delírios que por aqui serão expostos ao longo do tempo.